Modelo de intensificação adotado pela Fazenda São Pedro da Mantiqueira, do Grupo Roncador, garante lucro de R$ 3.482/ha, 30 vezes superior ao da cria tradicional.
Vista da área de Super Cria, com a Serra da Mantiqueira ao fundo.
Por Maristela Franco
No Vale do Paraíba – município de Pindamonhangaba, a 146 km da capital paulista –, encontra-se a Fazenda São
Pedro da Mantiqueira, emoldurada pela serra de mesmo nome, com seus picos sobrepostos em meio à névoa. É nesta fazenda, pertencente ao Grupo Roncador, que se encontra um dos projetos mais inovadores do País, batizado pelo CEO da empresa, Pelerson Penido Dalla Vecchia, de “Super Cria”.
Nesse sistema, que ocupa 60 dos 3.303 ha da propriedade (1.664,8 próprios e 1.638 arrendados), ele trabalha com lotações altíssimas: 15 vacas com bezerros/ha, mantidas a cocho o ano inteiro, sem prejuízo ao bem-estar animal. Isso lhe permite destinar mais áreas à agricultura, que retribui generosamente, fornecendo comida para o gado.
Na Super Cria, ao invés das matrizes irem ao pasto, o pasto vai até as matrizes, na forma de silagem de capim ou pré-secado. O resultado tem sido tão bom que Pelerson (mais conhecido como Peleco) planeja adotá-lo, futuramente, em mais 2.424 ha arrendados em setembro. Trata-se de um modelo de integração lavoura-pecuária (ILP) de alta produtividade. O prefixo “Super” lhe cai muito bem.
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